HISTÓRIA DA RÁDIO EM COIMBRA



OS PRIMEIROS PASSOS
     Não foram encontrados registos de actividade radiofónica na cidade de Coimbra anteriores a 1927, no entanto, numa cidade com uma Universidade como a de Coimbra, é natural que algum aluno tenha feito algo ou pelo menos tentado.
É em 1927, que a António Neves da Costa - electrotécnico e radioamador - é concedido o indicativo “CT1CZ” pela Rede de Emissores Portugueses (R.E.P.).
    António Neves da Costa filiou-se na R.E.P., uma associação de radioamadores, e começou a emitir regularmente como “Rádio Coimbra”.
    A “CT1CZ - Rádio Coimbra” manteve emissões regulares de programas musicais entre 1927 e 1928, mas devido a dificuldades financeiras o posto “CT1 CZ – Rádio Coimbra” deixou de emitir regularmente em 1928.
António Neves da Costa, CT1CZ, em 1973.Pioneiro da Rádio de Coimbra e de Portugal (1)
A “CT1CZ - Rádio Coimbra” em emissão, com António Neves da Costa ao microfone. (2)

   
A partir daqui António Neves da Costa só se dedicaria ao radioamadorismo. Quem ficou a perder foram os conimbricences que agora apenas recebiam as emissões que iam chegando, muitas vezes mal, dos postos de Lisboa, Porto ou das potentes estações do estrangeiro.
    Em Março de 1929, o posto “Rádio Coimbra” voltou a funcionar. O programa era composto por fados e guitarradas com Armando Gois, Artur Paredes e Laurenio Tavares, além de vários trechos de música clássica por Joaquim  Carvalho, Manuel dos Reis e Alexandre Nobre. Esta emissão apenas foi uma “brisa passageira” no éter coimbrão.




 Em Fevereiro de 1915, foi colocada um antena de T.S.F. na torre da Universidade e que servia para acertar a hora da Torre Eiffel, em Paris, com a do Observatório da Universidade. Entre 1929 e 1939, estavam registados na R.E.P. os seguintes radioamadores de Coimbra:
C T 1 A Z - Alberto Barata Pereira -  Rua Sá da Bandeira, 91
C T 1 C Z - António Neves da Costa - Rua Visconde da Luz, 86
C T 1 E C - J. M. dos Remédios de Sousa Brandão - Penedo da Saudade
C T 1 H Z – António Alberto Madeira Machado – Rua Antero de Quental, 26
CT1 OW – Fernando Pinto e Abreu – Rua Antero de Quental, 36
QSL de 1932 (3)

QSL de 1936 (3)
O “RÁDIO CLUBE DO CENTRO DE PORTUGAL”

    No ano de 1932, é formado por um grupo de radiófilos o “Rádio Clube do Centro de Portugal”, uma associação de amadores de T.S.F. com sede em Coimbra, mas que queria alargar o seu âmbito a toda a região beirã.
    Esta associação reuniu-se a 6 de Abril de 1932, para eleger os órgãos directores. Foram eleitos para a assembleia geral como presidente o Dr. Luís Carriço; como vice-presidente o Dr. Profírio Morais; como 1.º secretário o capitão Júlio Duarte Ferreira; e como 2.º secretário o capitão Abílio Salgado. Para a direcção ficou assim decidido: presidente, Dr. Mário Silva;  vice-presidente, Dr. Custódio Morais; 1.º secretário, Abílio Alagoas; 2.º secretário, Diogo Pereira Coutinho;  tesoureiro António Augusto Machado; vogais, Tenente Fernando de Oliveira Leite e Dr. Alberto Barata Pereira (CT1AZ). O conselho técnico era formado pelo Dr. João Teixeira Lopes, por Adriano Magalhães e por António Neves Costa (CT1CZ). A 16 de Abril foram aprovados os estatutos do “RCCP”.
    O “Rádio Clube do Centro de Portugal” reuniu-se outra vez a 10 de Maio de 1932, onde foi decidido que se enviaria três delegados ao “I Congresso Nacional de Rádiotelefonia” que iria decorrer em Lisboa nos dias 29, 30 e 31 de Maio. Decidiu-se, também, que se devia alugar uma casa para sede do “RCCP”, criar cursos de código Morse e finalmente organizar um concerto a ser transmitido pelo posto emissor “CT1CZ” no dia 12 de Maio às 22 horas.
       O posto emissor “CT1CZ – Rádio Coimbra” serviu, nos primeiros tempos, de suporte para as emissões do “RCCP”, pois tinha um estúdio e um emissor, que foram mantidos durante muitos anos, mas sem entrarem em funcionamento.
    Na primeira emissão do “Rádio Clube do Centro de Portugal” a abertura coube ao seu presidente - Dr. Mário Silva. Seguiram-se guitarradas pelo Dr. Jorge de Morais, que alcunhavam de “Xabregas”, com acompanhamento à viola por Alves de Oliveira. O cançonetista foi Monteiro Alves. Nesta emissão houve ainda música gravada e uma valsa pelo acordeonista Pedro Rodrigues Mendes. Depois da música outra palestra: “O que são as ondas de T.S.F.” proferida pelo Dr. Manuel dos Reis. Seguiu-se mais música e notícias de ultima hora, fornecidas pelo jornal “Diário de Coimbra”. Uma palestra pelo Dr. José Oliveira Neves, sobre a crise económica, antecedeu o fecho com a marcha “A Devassa”.
    Depois desta emissão só no dia 19 de Maio é que o posto “CT1CZ” voltaria a emitir. Esta transmissão teve como orador o Dr. Bissaya Barreto, que proferiu uma palestra sobre a luta contra a tuberculose.

Fotografia do emissor da Rádio Coimbra  em 1947  (1)
    Conforme previsto uma delegação do “Rádio Clube do Centro de Portugal” deslocou-se ao “I Congresso Nacional de Rádiotelefonia”, onde foi aprovado por aclamação um voto de louvor a esta representação. Coimbra não tinha uma estação emissora, mas tinha gente com vontade e capacidade para fazer uma.
    Poucos dias depois da chegada de Lisboa o Dr. Mário Silva encetou esforços para que a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra promovesse um curso de engenheiros rádio-electricistas, dotando-se para tal a Universidade de uma estação emissora que servisse a população de Coimbra e servisse de treino aos futuros técnicos.
    Esta sua pretensão teve como resultado a montagem de um posto de radiodifusão no laboratório de física da Universidade de Coimbra. O “RCCP” realizou às 21 horas do dia 12 de Dezembro, neste posto, um programa composto de música e palestras e finalizou com o hino nacional.
    Em 1933, o “Rádio Clube do Centro de Portugal” fechou portas. É que só umas quantas pessoas em Coimbra eram aficcionadas pelo “senfilismo” e estas eram insuficientes para manter o “RCCP”.
    Após o encerramento do “RCCP” o Dr. Mário Silva cria juntamente com Teixeira Lopes - seu assistente - e Armando Lacerda, director do Laboratório de Fonética Experimental da Faculdade de Letras, a “Emissora Universitária de Coimbra”. O emissor vem descrito num artigo publicado, em 1933, no vol III da “Revista da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra”. Infelizmente o projecto teve que ser abandonado.
    A ideia da “Emissora Universitária de Coimbra” surgiu após a construção de um pequeno emissor por João Teixeira Lopes. Mário Silva, no seu livro «Elogio da Ciência» (Coimbra Editora) de 1963, escreveu: «(...) A ideia da sua construção resultou, em parte, do aproveitamento de uma magnífica fonte de alta tensão, constituída por umas centenas de pequenos acumuladores, que eu havia adquirido no Instituto do Rádio de Paris para servir na Secção de Radioactividade do Instituto do Rádio de Coimbra(...) o pequeno emissor, cuja potência, na antena, não ia além de 10 W, depressa conseguiu impor-se, fazendo, durante largos períodos de tempo, emissões diárias com agrado geral para a grande maioria dos radiófilos da época(...)».
....O emissor do Instituto do Rádio de Coimbra chegou a ter 400 W de potência. Por este motivo, Mário Silva, escreveu: «(...)O que se pedia para pôr a funcionar a Emissora Universitária reduzia-se a umas escassas dezenas de contos. Pois nem assim foi possível vencer a má-vontade dos que, incompreensivelmente, se conluiaram para impedir que à Universidade fosse dada a sua Emissora(...)».
    No prefácio do seu livro «Elogio da Ciência» está escrito:«(...) Que poderia ter sido facho aceso no cimo da Colina Sagrada e ter servido assim como centro, altamente simbólico, de irradiação da Ciência que à Universidade compete ensinar em todos os seus múltiplos aspectos e difundir sob todas as formas(...)»

OUTRAS EMISSÕES


    A “Emissora Nacional de Radiodifusão” começava a dar os primeiros passos em 1934, sendo dirigida pelo Dr. António Joyce, ex - aluno da Universidade de Coimbra e que viria a ser, mais tarde, regente do Orfeon Académico. A paixão por Coimbra estava enraizada no director da “EN” pelo que em Junho de 1934, foi efectuada um emissão dedicada Coimbra e aos seus estudantes.
    Em Janeiro de 1935, em Coimbra, foi feita a primeira transmissão em de um encontro de futebol por um academista radioamador, António Machado, estudante de Direito.
    António Alberto Madeira Machado, que tinha o código CT1HZ, além de fervoroso adepto do desporto e da Associação Académica de Coimbra, gostava de mostrar os seus dotes de “senfilista”.
    Realizava-se, então, no campo de Santa Cruz uma partida entre a Associação Académica de Coimbra e o União de Coimbra, de imediato se preparou tudo para a transmissão das fases mais importantes do jogo. O relato foi ouvido por centenas de pessoas.
    Os radiófilos que ouviram a transmissão não faziam a mínima ideia do esforço que foi feito, pelo relatador, para que os desabafos menos próprios dos entusiastas do futebol não fossem captados pelo microfone e emitidos pelo posto emissor. Deste encontro saiu um empate, mas ainda assim o grupo académico conseguiu o apuramento para disputar o campeonato da Liga.
    Ainda em 1935, voltariam a surgir em Coimbra novas experiências de Telefonia Sem Fios. Vicente de Almeida Eça, aluno do Liceu José Falcão, montou na sua escola um posto experimental de radiodifusão.
    A 19 de Junho de 1935, Alice Abreu e Lima executou ao piano dois concertos de música clássica e ligeira. O posto “CT1AZ” emitiu estes concertos no comprimento de onda de 40 metros - 7000 kHz. A “CT1AZ” não teve emissões continuadas e regulares com concertos, continuando apenas no puro radioamadorismo.
    A “Emissora Nacional” transmitia umas crónicas, da responsabilidade do Dr. João Eloy, sobre alguns aspectos da vida académica do século XIX. Estas crónicas foram passadas a livro com o titulo “Boémia Coimbrã”, em 1938.
    Após um ciclone, em Fevereiro de 1941, ficaram cortadas todas as comunicações de Coimbra com o exterior. Devido a este facto a administração dos C.T.T. pediu ao Laboratório de Física a cedência do emissor universitário a fim de poder manter as comunicações oficiais. Mário Silva - na altura Secretário da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra - concordou. O emissor estava proibido de funcionar devido à oposição da “Emissora Nacional”, contudo mantinha-se operacional. Mário Silva lamentou muitos anos depois: «(...) não só não conseguira fazer vingar a Emissora Universitária de Coimbra como o emissor se voltou contra mim por a PIDE se querer aproveitar do caso, aquando da minha prisão(...)» in: Eduardo Caetano, Mário Silva: Professor e Democrata, Coimbra Editora, 1977.
    Ainda em 1941, o professor Mário Silva  publica o artigo biográfico «A Vida e a Obra de Edouard Branly».
    Em Junho de 1943, a “Emissora Nacional” passou a difundir o programa “Voz de Coimbra”, da responsabilidade de Francisco Mata. Este programa abordava os vários aspectos da vida universitária.
    A cidade do Mondego não teve emissões radiofónicas até à década de 40, altura em que a “Emissora Nacional” decide montar o “Emissor Regional de Coimbra” após ter inaugurado, em 1943, os estúdios regionais do Porto. O “Emissor Regional de Coimbra” emitia no comprimento de onda de 209 metros - 1429 kHz.
    A “Emissora Nacional” ocupava a emissão de Coimbra com a programação de Lisboa, mas havia algumas horas de emissão feitas a partir de Coimbra. O locutor Guimarães Amora e o técnico Ferreira de Sousa asseguravam as emissões do “Emissor Regional de Coimbra” entre as 12 e as 14 horas.
    O estudante de Direito Rui Vieira Miller, sócio do C.A.D.C. e colaborador da revista “Estudos”, foi premiado num concurso do Secretariado Nacional de Informação, em Agosto de 1946, pela peça teatral “Entre mim e eu”, destinada a ser radiodifundida.
    Em Abril de 1947, o Laboratório de Fonética gravou o “Auto da Alma”, de Gil Vicente, numa interpretação do Teatro dos Estudantes. A gravação foi entregue no “Emissor Regional de Coimbra” que a colocou “no ar”.
    Após esta emissão o jornal “Diário de Coimbra” lançou um apelo: «Não seria possível montar em Coimbra um posto emissor particular?» Este jornal repetiu o apelo dias mais tarde: «(...) porque não Rádio Clube de Coimbra?». Este diário entrevistou António Neves da Costa o primeiro radioamador de Coimbra, agora gerente de uma casa comercial de venda e reparação de material eléctrico.

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    Nesta entrevista o proprietário da antiga “CT1CZ – Rádio Coimbra” ficou animado com a ideia da cidade dos estudantes ter novamente um posto emissor particular e foi mais longe: «este posto deveria de chamar-se Rádio Clube das Beiras». O único posto que apareceu perto de Coimbra foi no Caramulo, ainda nos anos 40, com o nome de “Rádio Polo Norte”, depois renomeado “Rádio Clube do Centro - Emissora das Beiras, SARL”. Esta estação emissora teve estúdios em Aveiro, Guarda e Viseu, mas nunca emitiu desde a cidade dos estudantes, por este motivo era captada, mal, em Coimbra e só em Onda Média.
    Embora Coimbra só dispusesse de um único emissor - que só de vez em quando é que tinha emissões regionais - o gosto pelo teatro e pela rádio estava bem enraizado. Um mês após a emissão do “Auto da Alma”, o estudante de Direito Rui Vieira Miller vê publicado na revista “Encruzilhada” uma peça radiofónica da sua autoria.
    Com o iniciar das aulas, em Outubro de 1947, o “Orfeon Académico” instala uma aparelhagem sonora na Associação Académica, dando inicio ao “Centro Experimental de Rádio”. Na abertura foram transmitidas palestras, música gravada e noticias. A difusão era feita através dum circuito interno de áudio, com altifalantes nas cantinas da universidade e nos átrios das faculdades. Este centro começou a formar técnicos e locutores de rádio.
    A Universidade possuía um estúdio de gravação áudio no laboratório de fonética, um estúdio de emissão rádio na Associação Académica e um emissor de radiodifusão no laboratório de física, estas três estruturas juntas poderiam ser uma estação emissora, mas nunca tal sucedeu. Existiam no entanto vários radioamadores em Coimbra desejosos de ter uma verdadeira estação de radiodifusão conimbricence.
    O “Emissor Regional de Coimbra” começou a irradiar, em 1947, o programa “Serenata de Coimbra” em que colaboravam Augusto Camacho, Anarolino Fernandes, José Maria Amaral, Aurélio Reis, Carvalho Homem, Tavares Melo, Alexandre Herculano e Alcides Santos. A locução estava a cargo de Guimarães Amora.
    Em Janeiro de 1948, o Orfeon abriu concurso para locutores e assistentes de programas das suas emissões sonoras. Serviram estas emissões para animar a Universidade e formar futuros profissionais de  rádio.

    Em 1966, um grupo de radioamadores de Coimbra , entre eles o pioneiro António Neves da Costa, denominado “Gang de Coimbra” e em colaboração com a Rede de Emissores Portugueses decide levar a cabo o “I Encontro Internacional de Radioamadores.”
    O “encontro” realizou-se nos dias 9 e 10 de Julho, e contou com o apoio de várias entidades oficiais de Coimbra e com o apoio dos “Parodiantes de Lisboa”, um programa humorístico transmitido pelo “Rádio Clube Português”.
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AS RÁDIOS LIVRES

    Seria preciso esperar mais de 30 anos para que finalmente Coimbra voltasse a ter um posto emissor particular. Se bem que o “Rádio Clube Português”, nos anos 50, e depois a “Rádio Renascença”, nos anos 60, tivessem instalados emissores em Coimbra, estes só retransmitiam os programas de Lisboa. A “Emissora Nacional” era a única com produção e emissão regional em Coimbra.
    Só nos anos oitenta, e com a liberalização do espectro electromagnético, é que são dados os primeiros passos para a criação da “Rádio Universidade de Coimbra”. Em 1982, são adquiridos os meios técnicos capazes de emitir em Frequência Modulada em 100.0 MHz. Com a obtenção deste material, formalizou-se um pedido de licenciamento a 14 de Novembro de 1983 - o pedido foi recusado pelos serviços radioeléctricos dos C.T.T. . As emissões começam então clandestinamente, só tendo caracter regular a partir de 1 de Março de 1986.
    O tempo das rádios Locais / Livres / Piratas estava no auge e Coimbra já tinha, além da “R.U.C.”, a “Nova Rádio”; a “Rádio Livre Internacional”; “Rádio Santa Cruz”, posteriormente “Rádio Actividade” e “Rádio Futura”. Estas estações operaram regularmente até ao dia 24 de Dezembro de 1988, altura em que todas as estações clandestinas portuguesas encerraram para se dar inicio ao processo de legalização.
    Com o encerramento das “rádios piratas” Coimbra voltou a ter apenas o centro produtor da “RDP Centro”, ex- “Emissora Nacional”.
    Com o encerrar das rádios piratas em 1988, apenas era possível ouvir em Coimbra a “RDP Antena 1” (OM e FM), “RDP Programa 2” (FM), “Rádio Comercial”, ex “Rádio Clube Português”, (OM e FM), “RFM” (FM), “Rádio Clube do Centro – Emissora das Beiras” (OM, mas com fraca recepção) e “Rádio Renascença” (OM e FM). De salientar que a “RR” criou em 1986, vários centros regionais em Onda Média, com produção própria, mas Coimbra não foi contemplada.

A LIBERALIZAÇÃO

    Em 1989, são conhecidos as emissoras que podiam voltar a emitir, e agora legalmente. A Coimbra foram atribuídas 3 frequências locais que ficaram assim distribuídas: 90.0 MHz, Beirastexto Sociedade Editora, Ldª.; 98.4 MHZ, PRC – Produções Radiofónicas de Coimbra, Ldª.; 107.9 MHz, RUC – Rádio Universidade de Coimbra, AAC. Pouco depois da atribuição dos alvarás às novas emissoras, a “Rádio Clube do Centro – Emissora das Beiras” abre falência e encerra.
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Tabela de publicidade da RDP de 1990 (3)
    Ainda em 1989, a “RDP” decide reorganizar as suas frequências em FM na região centro e dotou a cidade com a “Rádio Coimbra” que emitia em 94.9 MHz e 102.2 MHz. A programação da “RDP Centro” estava dividida entre a “RDP Antena 1”, das 00 h. às 07 h., e das 13 h. Ás 14 h., a “RDP Centro” tinha emissão no restante horário excepto entre as 10 h. E as 12.30 h. E das 17 h. Às 19.30 h. De segunda a sexta-feira, horário em que emitia a “RDP – Rádio Coimbra”.
    A “RDP - Rádio Coimbra” foi extinta em 1994 para dar voz à “RDP Antena 3” e à “RDP Centro”. Estes dois canais do estado dividiam entre si os 94.9 MHz e 102.2 MHz. Estas duas frequências estavam repartidas entre as emissões regionais da “RDP Centro” e as nacionais da “RDP Antena 3”. Passado algum tempo a “RDP Antena 3” ocupou os 102.2 MHz permanentemente, ficando os 94.9 MHz com emissões em determinadas horas feitas pela “RDP Centro”, e produção própria desde Coimbra, e no restante horário retransmitia a “RDP Antena 1”, com emissões desde Lisboa.
    Quando em 1992, foram atribuídas as frequências regionais, Coimbra passou a ter mais uma frequência em FM, mas com emissões a partir do Porto pela “Rádio Press” - hoje “TSF- Rádio Noticias”.
    Com o passar dos tempos as rádios locais foram sendo vendidas: a frequência dos 90.0 MHz, onde emitia a “Rádio 90 FM” passou para as mãos do grupo Renascença e emite a “Mega FM”.  A frequência dos 98.4, depois de emitir a “Rádio Jornal Centro”, em que a “TSF- Rádio Jornal” detinha 50 por cento do capital, em 1993, passou a retransmitir a “Rádio Energia” (depois chamada de Radical FM), uma emissora do grupo TSF que funcionou até Maio de 1995. Nesse ano foi alienada a frequência 98.4 pelo grupo Lusomundo, que entretanto adquirira a “TSF”, ficando esta frequência na posse de um dos sócios fundadores da “PRC” que a alugou à “Rádio Cidade”.
    Passado algum tempo o alvará foi vendido ao proprietário da “Rádio Regional do Centro” e passou a denominar-se “Rádio A5”. Esta frequência mudaria de proprietário outra vez, passando a chamar-se “Rádio 98.4 Coimbra”, e finalmente passou para as mãos da Media Capital retransmitindo a “Rádio Nostalgia”. A partir de 2003, passou a emitir a “Rádio Clube Português”. Apenas a “Rádio Universidade de Coimbra” (RUC) se manteve na posse do seu proprietário inicial: a Associação Académica de Coimbra.
(4)               (4)
Os meus agradecimentos a Avelino Américo, Fernando Moura e especialmente a Filipe Jorge pelos elementos sobre as rádios em Coimbra.

(1)     - Arquivo da Biblioteca Pública Municipal do Porto
(2)     – Arquivo pessoal de Jorge Guimarães Silva
(3)     - QSL propriedade do Arquivo Português de QSL
(4)     – Imagens retiradas do sítio da Rádio Universidade de Coimbra

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Ultima actualização: 4 de Dezembro de 2005

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